Marinha abre inquérito após comboio atingir estrutura de proteção de ponte em Corumbá

A Marinha do Brasil, por meio da Capitania Fluvial do Pantanal (CFPN), informou que instaurou um Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação (IAFN) para apurar um incidente envolvendo um comboio e os dolphins – pilares de proteção – da ponte sobre o rio Paraguai, na BR-262, em Corumbá. 

O incidente ocorreu nesta segunda-feira, 31 de agosto. Segundo a CFPN, a embarcação foi identificada e o inquérito vai esclarecer as possíveis causas e a eventual responsabilidade dos envolvidos, conforme os procedimentos estabelecidos nas Normas da Autoridade Marítima.

Durante a investigação, deverão ser colhidos depoimentos, documentos e outras informações consideradas necessárias para o completo esclarecimento dos fatos.

A Capitania destacou que, neste momento, não é possível antecipar conclusões sobre as causas do incidente ou atribuir responsabilidades, uma vez que esses aspectos serão analisados no decorrer do inquérito.

A CFPN informou ainda que acompanha a situação e adotará, dentro de suas atribuições, as medidas necessárias para garantir a segurança da navegação e a proteção das pessoas que moram ou trafegam naquela região.

Com área de jurisdição nos rios e lagos de Mato Grosso do Sul, a Capitania Fluvial do Pantanal atua na segurança da navegação, na prevenção da poluição hídrica e na formação e capacitação de profissionais do setor por meio do Ensino Profissional Marítimo.

Recuperação

Atualmente, a ponte sobre o rio Paraguai passa por obras de recuperação, executadas pela Agesul (Agência de Gestão e Empreendimentos de Mato Grosso do Sul), por meio de termo de cooperação técnica com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), com investimento superior a R$ 11,7 milhões. 

Os serviços incluem a recuperação dos elementos estruturais, correção de falhas e reforço da ponte.

Somente em agosto, o tráfego foi suspenso por três fins de semana seguidos para a concretagem da laje. O tráfego na ponte opera em meia pista, em sistema de pare e siga, desde o início das intervenções na estrutura. 

A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa da Agesul e aguarda manifestação sobre o incidente. 

Imagem de arquivo da ponte sobre o rio Paraguai

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